Além do óbvio

Entradas do Outubro 2009

Turbilhão de pensamentos

Outubro 30, 2009 · Deixe um comentário

"Quando o mundo nos abandona, a solidão é suportável, mas quando nós mesmos nos abandonamos, a solidão é intolerável." Augusto Cury

Se nós desimageistirmos de nós, ainda que a pessoa mais importante e influente na nossa vida acredite em nós, não nos trará autoconfiança.
A pior coisa é a solidão de si mesmo.
A sensação de ter perdido a essência, o sentido de viver.
Por isso Jesus disse que temos que nos amar primeiro. Não é uma atitude egoísta, mas sábia e necessária.
Se não me amo, não posso amar o outro, porque não conheço o sentimento do auto-amor.
E se eu nem consigo me amar, dirá compreender e respeitar o outro.
Talvez, seja por isso que as relações vem sido banalizadas. Falta amor próprio. E se falta amor é porque o respeito já está muito longe.
E sem respeito, não há convivência possível.
Logo, para suprir a falta do respeito e do amor as pessoas mentem. Primeiro pra si, depois pro mundo.
Porque passam a apresentar um comportamento egoísta: não se amam, contudo querem ser amadas. Aí precisam viver de aparência, querendo convencer o mundo de que são pessoas extremamente felizes e interessantes, portanto dignas de serem amadas, mas são miseráveis. Mendigam o pão do carinho, do afeto, do respeito… exigem amor. E porque não se amam, e sentem na alma a ausência desse amor, se entregam a qualquer manifestação de carinho, ainda que saibam que são manisfestações falsas e passageiras. Vendem-se por pouco, achando que tudo que podem ter é aquele amor, aquele carinho, aquela pessoa.
O resultado disso? Frustração.
O vazio, que já não era pouco, aumenta.
E pra suportarmos a dor, voltamos a estaca zero. Mentimos pra nós mesmos. Voltamos à vida de aparência. E o ciclo se repete. Novamente.
Mas chega um dia na vida em que cansamos de mendigarmos atenção. Cansamos de fazer com que a nossa felicidade dependa do outro. Cansamos de transferir essa responsabilidade pro outro.
E aí, ou nós criamos coragem pra nos aceitarmos e amarmos do jeito que somos, ou nunca seremos felizes.
Portanto a felicidade não é um estado de espírito, é uma escolha. E uma escolha que não precisa, necessariamente, de ser precedida por frustrações, decepções, mágoa, perda, dor.
Podemos escolher ter o agora mais feliz das nossas vidas.
Não posso dizer como. Não existe receita de bolo pra felicidade. Somos indivíduos únicos, singulares.
Mas posso te ajudar com uma pergunta: o que te faz feliz?
Responda com sinceridade essa pergunta e saberás o que fazer. E quando souber, vai à luta.
Lute pela sua felicidade. Lute por si.
Será a batalha mais importante da sua vida e também a mais difícil, porque nessa guerra você é o seu pior inimigo.
Portanto, vença-se!
Você é forte.

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Trabalho de Sociologia

Outubro 17, 2009 · Deixe um comentário

Gostaria de esclarecê-los sobre a origem deste post (para os meus 3 leitores fiéis, me incluindo.. hauehaueh).
Tudo começou quando tirei um 7,5 na prova de Sociologia. Fiquei desesperada. Não me conformei em ficar apenas 0,5 ( meio ponto) acima da média. Não liguem, sou assim mesmo: excessivamente exigente comigo mesma.
Aí, meu querido professor resolveu passar um trabalhinho pra amenizar a dor dos inconformados e desesperados. O trabalhinho era o seguinte: fazer uma resenha sobre a letra de Dudu Falcão e Lenine: Paciência. Que, aliás, é sensacional!

Não vou dizer o que era pra ser abordado, porque ainda não recebi a nota e nem sei se alcancei o que foi proposto, mas como ando meio sem tempo pra postar e com a consciência me culpando do suposto abandono deste tão “badalado” blog (hauehauhehue), resolvi postar aqui a tentativa in- feliz de conseguir uma nota melhor. É claro, com algumas modificações. Enfim, eis o fruto das minhas viagens:

Trabalho de Sociologia

“… até quando o corpo pede um pouco mais de alma…”

Do que somos feitos? Somos essencialmente alma ou corpo? Nós não somos um corpo que tem alma. Somos uma alma que tem corpo. Isso explica muita coisa.
Por exemplo: se somos alma essencialmente, por que gastamos mais tempo com o corpo? Por que não cuidamos do que há dentro, para que, em estando saudável dentro, possamos ter uma boa qualidade de vida fora? Isso me relembrou uma frase: “Todos os dias arrumamos os cabelos, por que não o coração?” (desconheço o autor).

A sociedade na qual estamos inseridos vive uma loucura que insistem em chamar de vida. Todos os dias estamos submetidos à ditadura do relógio. Dormimos com hora de acordar, acordamos com horário de sair de casa, saímos de casa com horário pra chegar ao trabalho, chegamos ao trabalho com horários estabelecidos: hora do café, do trabalho, do almoço, do trabalho, do lanche, do trabalho, hora de sair. (a repetição “do trabalho” é proposital)
Como se isso não bastasse, pra quem não tem carro, ainda há a preocupação com o transporte que, aliás, ultimamente, tem dado mais ‘dor de cabeça’ do que o próprio trabalho. Enfim, toda essa correria diária em função do trabalho gera efeitos desastrosos na vida da sociedade. Aqueles que pensam estar ganhando a vida trabalhando muito, na verdade a estão perdendo gradativamente. Reduzem a vida à existência. Mas a questão é: por quê?

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