
Embora tenha muito o que aprender, não poucas vezes, orgulho-me de ser como sou.
Uma pessoa simples, não complicada.
Gosto do que é simples. Não sou dada aos olhares alheios.
Fujo da ostentação.
Mas também sei que é bom ser notada.
Prefiro um bom livro ao renovar do guarda-roupa.
Amo o saber. Desejo-o intensamente.
Mas não sou hipócrita.
Sei da dificuldade de aplicá-lo à vida.
Sou uma mistura de mim mesma. Sem ordem. Sem métodos.
Às vezes, previsível. Outras, uma misteriosa surpresa. Nem sempre agradável.
A teoria me fascina, e a prática é meu desafio.
Gosto de combinar palavras e dos sentidos que elas produzem.
Uma verdade?
Você pode não concordar, mas pra mim só existe uma: Jesus.
Sim, Jesus. Mas não vou falar dele num momento tão subjetivo.
Apenas cabe dizer que Ele é a vida, a essêcia de tudo e meu ideário humano.
É com quem quero me parecer.
Mas voltemos.
Acho que estou descobrindo a vida por trás das coisas simples.
A lente que capturava minha realidade não estava no grau certo.
Troquei de lente. Ou melhor, estou trocando.
E sem tem algo que não é nada simples é a mudança.
Nossa, como é difícil mudar!
Mas é um processo. E o estou atravessando. Ao menos é o que sinto.
Não sei porque comecei a escrever.
Talvez, para dialogar com alguém nem que seja comigo mesma.
O silêncio às vezes me inspira, às vezes me assusta.
Não sei se isso foi uma inspiração repentina, ou só vontade de ‘matar’ o tempo no trânsito.
Se é que posso chamar de inspiração…
Fato é que, após ler um pouco sobre tudo, vou formulando minha idiossincrasia.
Gosto das minhas próprias conclusões, e também de ouvir outros.
Parafraseando algum pensador: “Debrucei-me sobre os ombros de gigantes que me antecederam.”
Nem me pergunte o que quis dizer com isso.
Se alguém já leu ou ouviu algo parecido, por favor, mande a frase original pra mim. Aí explico o que tentei dizer.
Que loucura.
Acho bom parar por aqui antes que seja tarde demais.
E é assim, simplesmente.
De repente comecei.
E termino.
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"Quando o mundo nos abandona, a solidão é suportável, mas quando nós mesmos nos abandonamos, a solidão é intolerável." Augusto Cury
Se nós des
istirmos de nós, ainda que a pessoa mais importante e influente na nossa vida acredite em nós, não nos trará autoconfiança.
A pior coisa é a solidão de si mesmo.
A sensação de ter perdido a essência, o sentido de viver.
Por isso Jesus disse que temos que nos amar primeiro. Não é uma atitude egoísta, mas sábia e necessária.
Se não me amo, não posso amar o outro, porque não conheço o sentimento do auto-amor.
E se eu nem consigo me amar, dirá compreender e respeitar o outro.
Talvez, seja por isso que as relações vem sido banalizadas. Falta amor próprio. E se falta amor é porque o respeito já está muito longe.
E sem respeito, não há convivência possível.
Logo, para suprir a falta do respeito e do amor as pessoas mentem. Primeiro pra si, depois pro mundo.
Porque passam a apresentar um comportamento egoísta: não se amam, contudo querem ser amadas. Aí precisam viver de aparência, querendo convencer o mundo de que são pessoas extremamente felizes e interessantes, portanto dignas de serem amadas, mas são miseráveis. Mendigam o pão do carinho, do afeto, do respeito… exigem amor. E porque não se amam, e sentem na alma a ausência desse amor, se entregam a qualquer manifestação de carinho, ainda que saibam que são manisfestações falsas e passageiras. Vendem-se por pouco, achando que tudo que podem ter é aquele amor, aquele carinho, aquela pessoa.
O resultado disso? Frustração.
O vazio, que já não era pouco, aumenta.
E pra suportarmos a dor, voltamos a estaca zero. Mentimos pra nós mesmos. Voltamos à vida de aparência. E o ciclo se repete. Novamente.
Mas chega um dia na vida em que cansamos de mendigarmos atenção. Cansamos de fazer com que a nossa felicidade dependa do outro. Cansamos de transferir essa responsabilidade pro outro.
E aí, ou nós criamos coragem pra nos aceitarmos e amarmos do jeito que somos, ou nunca seremos felizes.
Portanto a felicidade não é um estado de espírito, é uma escolha. E uma escolha que não precisa, necessariamente, de ser precedida por frustrações, decepções, mágoa, perda, dor.
Podemos escolher ter o agora mais feliz das nossas vidas.
Não posso dizer como. Não existe receita de bolo pra felicidade. Somos indivíduos únicos, singulares.
Mas posso te ajudar com uma pergunta: o que te faz feliz?
Responda com sinceridade essa pergunta e saberás o que fazer. E quando souber, vai à luta.
Lute pela sua felicidade. Lute por si.
Será a batalha mais importante da sua vida e também a mais difícil, porque nessa guerra você é o seu pior inimigo.
Portanto, vença-se!
Você é forte.
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